O mercado futuro da soja na Bolsa de Chicago opera em ritmo de cautela e estabilidade nesta manhã de terça-feira (9). Os futuros da oleaginosa, por volta de 8h10 (horário de Brasília), as cotações recuavam entre 0,25 e 1,50 ponto nos principais contratos, levanod o julho a US$ 11,14 e o agosto a US$ 11,20 por bushel.
Mais cedo, as cotações chegaram a acompanhar o milho e o trigo que avançam hoje, e principalmente o farelo, que sobe mais de 1%, mas logo perdeu um pouco de seu fôlego.
Após iniciar a semana com perdas e atingir as menores cotações em quatro meses, o grão ensaia uma estabilização, trabalhando muito próximo da neutralidade, mas ainda pressionado pelo avanço acelerado da safra norte-americana e de olho no cenário geopolítico ainda muito tensionado.
O principal fator de pressão sobre as cotações continua sendo o bom avanço da safra 2026/27 dos Estados Unidos, com o plantio já na reta final, superando o ritmo do ano passado e da média dos últimos cinco anos.
De acordo com o último relatório semanal de acompanhamento de safras do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), o plantio da nova safra atingiu 92% da área prevista até o último domingo (7) e há 65% dos campos classificados como bons ou excelentes.
Além disso, 79% das lavouras já emergiram e o Meio-Oeste americano segue registrando chuvas regulares, o que afasta o fantasma da seca e consolida as expectativas de uma colheita recorde no hemisfério norte.
Além do Oriente Médio, o mercado também monitora o comportamento do financeiro, do petróleo e sem deixar de estar atento ao comportamento da demanda chinesa.
Com a Bolsa de Chicago andando de lado e acumulando perdas nas últimas semanas, o mercado físico brasileiro segue um tanto travado. Embora o dólar alto dê algum suporte aos preços em reais, os produtores evitam fechar grandes lotes.
Fonte: Notícias Agrícolas