A sexta-feira (31) chega ao fim com os preços futuros do milho contabilizando resultados negativos na Bolsa de Chicago (CBOT) e acumulando desvalorizações semanais de até 5%, mas fechando o mês de julho com valorização acumulada entre 4,4% e 5% nos principais vencimentos.
Segundo o consultor da Céleres Consultoria, Enilson Nogueira, a alta volatilidade marcou as movimentações do milho em Chicago ao longo de todo este mês de julho. Entre os principais motivos para movimentar o mercado, os conflitos geopolíticos no Oriente Médio e Leste Europeu se destacam.
“Tudo isso traz muita volatilidade na precificação global dos diferentes ativos, como dólar, moedas e, naturalmente, das commodities agrícolas. Em especial soja, milho e trigo tiveram comportamentos bastante voláteis nas cotações internacionais nas últimas semanas”, destaca Nogueira.
Além das incertezas geopolíticas, o consultor ressalta que o mercado acompanha atentamente o desenvolvimento da safra norte-americana. Apesar da redução da área plantada já estar consolidada, as discussões sobre o potencial produtivo seguem em aberto diante das oscilações climáticas registradas nas últimas semanas. Na avaliação da Céleres, agosto ainda deve ser um mês de forte volatilidade, até que o mercado tenha uma definição mais clara sobre o tamanho da safra dos Estados Unidos.
O vencimento setembro/26 foi cotado a US$ 4,40 com desvalorização de 5 pontos, o dezembro/26 valeu US$ 4,64 com perda de 4,50 pontos, o março/27 foi negociado por US$ 4,79 com baixa de 4,75 pontos e o maio/27 teve valor de US$ 4,88 com queda de 4,75 pontos.
Esses índices representaram perdas, com relação ao fechamento da última quinta-feira (30), de 1,12% para o setembro/26, de 0,96% para o dezembro/26, de 0,98% para o março/27 e de 0,96% para o maio/27.
No acumulado semanal, os contratos do cereal norte-americano registraram desvalorizações de 5,06% para o setembro/26, de 4,82% para o dezembro/26, de 4,62% para o março/27 e de 4,45% para o maio/27, com relação ao fechamento da última sexta-feira (24).
Mercado Interno
Na Bolsa Brasileira (B3), a sexta-feira também termina com os preços futuros do milho contabilizando perdas. Já no acumulado semanal o resultado ficou em campo misto, mas no total do mês de julho as cotações registraram fortes valorizações.
De acordo com o consultor da Céleres, o mercado brasileiro já havia precificado a chegada de uma grande safrinha durante os meses de junho e início de julho. Apesar de algumas perdas de produtividade em regiões como Minas Gerais, parte de Goiás e Vale do Araguaia, em Mato Grosso, a produção segue suficiente para abastecer o mercado interno e garantir um bom volume para exportação.
Fonte: Notícias Agrícolas