Os contratos futuros da soja operam em baixa na Bolsa de Chicago nesta sexta-feira (26). O mercado passa por um ajuste técnico, com fundos e investidores optando pela realização de lucros após as fortes altas registradas na sessão anterior, quando o grão subiu quase 2%.
O movimento de baixa também contamina os subprodutos, com o óleo de soja registrando perdas mais expressivas e o farelo acompanhando a tendência negativa, também devolvendo parte do que subiu nesta quinta-feira (25), quando motivado pela possibilidade de novas greves na Argentina.
No grão, as baixas perdiam de 7,25 a 7,75 pontos nos principais vencimentos, levando o julho a valer US$ 11,20 e o novembro, US$ 11,49 por bushel. As baixas no óleo passavam de 1% – com este mercado esticando as perdas dos últimos dias, pressionado, entre outros fatores, pela baixa do petróleo, enquanto no farelo eram de pouco mais de 0,5%.
Além do movimento puramente técnico de investidores embolsando os ganhos da véspera, outros fatores pesam sobre as cotações, como o clima ainda favorável nos EUA, mas com pontos de atenção sobre o excesso de chuvas em alguns pontos e a falta delas em outros, e a expectativa para o novo relatório de área que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) traz no próximo mês.
No Brasil, os preços internos tentam se equilibrar. Apesar do recuo em Chicago, a valorização do dólar frente ao real atua como uma barreira de proteção para os preços físicos nas praças de comercialização e nos portos, mantendo o mercado nacional relativamente estável e sustentando os prêmios de exportação. Além disso, os prêmios fortalecidos, acima dos 100 pontos agora dão espaço para um fôlego ainda mais consistente para as cotações no mercado nacional.
Fonte: Notícias Agrícolas