O mercado de trigo no Sul do país mostrou comportamentos distintos entre os estados, com avanço pontual no Rio Grande do Sul, estabilidade em Santa Catarina e leve recuo no Paraná. Segundo a TF Agroeconômica, a sustentação dos preços está ligada à disponibilidade, ao custo de frete, ao nível de cobertura dos moinhos e à chegada de produto importado.
No Rio Grande do Sul, os preços avançaram levemente diante da escassez de oferta. Com o trigo argentino em Canoas a US$ 300 por tonelada, os valores pagos pelos moinhos pelo produto local para embarque em junho e julho começam em R$ 1.350 por tonelada FOB. Para julho e agosto, a referência sobe para R$ 1.370, enquanto agosto cheio chega a R$ 1.400. No CIF, o trigo de boa qualidade fica entre R$ 1.480 e R$ 1.500, enquanto lotes de menor qualidade variam de R$ 1.400 a R$ 1.420. A disponibilidade estimada é de cerca de 190 mil toneladas, volume insuficiente para atender o mercado até a próxima safra, em novembro. Negócios com trigo branqueador ocorreram na semana entre R$ 1.450 e R$ 1.480 FOB. Para a safra nova, a indicação é de R$ 1.250 FOB para novembro, mesmo nível observado para exportação em dezembro. O preço de balcão ao produtor voltou a subir, chegando a R$ 68,04 por saca em Panambi.
Em Santa Catarina, o mercado segue muito estável, com negócios pontuais. Como os preços nas demais origens estão relativamente acomodados, o frete passou a ser o principal fator de diferença nos valores finais. O trigo catarinense subiu para a faixa mínima de R$ 1.350 a R$ 1.400 por tonelada FOB, para retirada e pagamento em 30 dias. No Paraná, as ofertas recuaram para R$ 1.320 a R$ 1.350 no Sudoeste, enquanto o trigo gaúcho aparece entre R$ 1.350 e R$ 1.450 FOB.
No Paraná, a pequena queda reflete compras antigas a R$ 1.000 por tonelada, importação em chegada, moinhos abastecidos e parte da demanda voltada apenas para setembro e safra nova. O trigo branqueador segue próximo de R$ 1.450 FOB. Para a safra nova, as referências ficam entre R$ 1.320 e R$ 1.350 FOB, enquanto o argentino nacionalizado no porto subiu para US$ 300 por tonelada.
Fonte: Agrolink