A notícia de que Donald Trump adiou os ataques ao Irã nesta manhã de segunda-feira (23) promoveu uma agressiva turbulência em todos os mercados internacionais, com o petróleo chegando a despencar mais de 12% logo após o anúncio. Já por volta de 9h30 (horário de Brasília), os futuros do brent recuavam 6,6% para US$ 99,42 por barril, enquanto o WTI perdia 7,05% para US$ 91,35 por barril. Na esteira das baixas, cediam ainda os futuros do gás natural, metais preciosos, grãos, complexo soja – na Bolsa de Chicago – café e açúcar – na Bolsa de Nova York.
Por volta de 9h40 (horário de Brasília), os futuros da soja em grão perdiam mais de 0,3% nas principais posições, com o maio sendo cotado a US$ 11,58 por bushel, enquanto o milho recuava mais de 1% – para valer US$ 4,61 -, bem como o trigo – que tinha US$ 5,85 por bushel.
Os mercados reagiram imediatamente à informação do adiamento, uma vez que vinham precificandno o ultimato dado por Trump ao Irã que terminaria na noite desta segunda-feira às 20h40 (horário de Brasília) para ataques às estruturas de energia do país, caso o estreito de Ormuz não seja totalmente reaberto.
Além disso, os investidores permanecem atentos às relações entre China e Estados Unidos. No radar do mercado está a expectativa por uma futura reunião entre o ex-presidente norte-americano Donald Trump e o presidente chinês Xi Jinping. Embora o encontro ainda não tenha data definida após ter sido adiado em função dos conflitos no Oriente Médio, a possibilidade de avanços — ou novas tensões — nas relações comerciais entre as duas maiores economias do mundo mantém os operadores cautelosos.
Neste início de semana, o primeiro-ministro chinês, Li Qiang, afirmou que a deverá abrir ainda mais a economia chinesa, focando em um comércio mais equilibrado.
“A China importará mais produtos estrangeiros de alta qualidade e trabalhará com todas as partes para promover um desenvolvimento comercial otimizado e equilibrado e expandir a participação no comércio global, disse Li ao Fórum de Desenvolvimento da China em Pequim, de acordo com a mídia estatal”, trouxe uma notícia da agência internacional Reuters.
Diante desse contexto, a abertura da semana é marcada por um movimento técnico e também especulativo, com os fundos ajustando suas posições e reagindo ao cenário internacional. Assim, os ganhos registrados nesta segunda-feira refletem não apenas o suporte dos mercados externos, mas também a sensibilidade dos preços da soja e de seus derivados às incertezas geopolíticas e comerciais que seguem no centro das atenções globais.
Fonte: Notícias Agrícolas