Vacaria, 31/10/2020

27/10/2020 “Colheita do trigo se aproxima do fim”

A colheita da nova safra de trigo caminha para o fim no Paraná, maior estado produtor do País. No Rio Grande do Sul, as atividades de campo se aproximam de 1/3 da área. Apesar disso, pesquisas do Cepea mostram que os valores do trigo e dos derivados continuam avançando no Brasil, influenciados, especialmente, pela retração das vendas por parte de produtores.

De acordo com boletim informativo do Cepea, a alta nos preços externos e a estimativa de redução na safra da Argentina também sustentam as cotações no Brasil. Entre 19 e 26 de outubro, os preços do trigo no mercado de lotes subiram 5,05% no Paraná e 8,8% no Rio Grande do Sul, fechando respectivamente a R$ 1.343,56/tonelada e R$ 1.311,2/t nessa segunda-feira, 26. 

Fonte: Agrolink

 

27/10/2020 “Paraná já plantou 92% das lavouras de milho, diz Deral”

A Secretaria de Agricultura e do Abastecimento do Paraná divulgou, por meio do Departamento de Economia Rural (Deral), seu o relatório de plantio e das principais safras do estado.

O relatório semanal apontou que a semeadura da safra verão 2020/21 avançou para 92% contra os 86% da semana anterior. Dessas lavouras, 10% ainda estão em germinação, 89% estão em descanso vegetativo e 1% já entrou em floração.

No que diz respeito à qualidade das lavouras, 81% delas foram avaliadas com boas, contra os 83% da semana anterior. O índice de médias subiu de 15% para 17% neste último relatório, mas a quantidade de áreas avaliadas como ruins ficou estável em 2%.

Fonte: Notícias Agrícolas

 

27/10/2020 “Soja segue 3ª feira com estabilidade em Chicago à espera de novas notícias”

O mercado internacional da soja continua operando estável nesta terça-feira (27) e vem testando os dois lados da tabela durante o pregão. Perto de 12h10 (horário de Brasília), o contrato novembro/20 subia 1,25 ponto, para ser cotado a US$ 10,89 por bushel, enquanto os demais recuavam entre 0,50 e 1,50 ponto. 

O mercado espera por novas notícias, uma vez que já conhece o atraso do plantio e as incertezas sobre a nova safra da América do Sul; a demanda forte nos EUA e a força dos fundamentos. Para Al Kluis, consultor da norte-americana Kluis Advisors, os investidores seguirão bastante focados no ritmo das exportações americanas.

“No ritmo e onde os embarques serão feitos. Os portos do Golfo e do Pacífico Norte estão com sua capacidade esgostada até janeiro. À medida em que novos pedidos vão chegando, os volumes são redirecionados. A capacidade de exportação dos EUA está sendo levada à máxima”, explica Kluis ao portal Successful Farming. 

Ademais, acompanha a colheita da nova temporada norte-americana, que ontem veio reportada pelo USDA (Departamento de Agricultura do Estados Unidos) dentro das expectativas. Até o último domingo (27), 83% da colheita da soja estava concluída no país, número que vem em linha com a expectativa do mercado. Na semana passada, o índice era de 75%. Há um ano, eram 57% da área e a média dos últimos cinco, de 73%.

No paralelo, há certa preocupação no financeiro com a segunda onda de coronavírus na Europa, mas que aos poucos também perde espaço no radar dos traders. Nesta manhã de terça, as demais commodities sobem, lideradas pelo petróleo, que tem ganhos de mais de 1% tanto em Londres, quanto em Nova York.

Fonte: Noticias Agrícolas

 

27/10/2020 “Dólar engata alta contra real com foco em EUA e disseminação da Covid-19”

O dólar engatava alta contra o real nesta terça-feira, em mais uma sessão de foco na disseminação global da Covid-19 e nas negociações de mais estímulo econômico nos Estados Unidos, a uma semana das acirradas eleições norte-americanas.

A disputa entre o atual presidente, Donald Trump, e seu adversário democrata, Joe Biden, está sendo atentamente acompanhada por investidores de todo o mundo, que estão em busca de pistas sobre possíveis medidas de auxílio fiscal que poderiam ser adotadas depois que os norte-americanos forem às urnas.

Mesmo depois que um pacote anterior expirou, em julho, as autoridades da Casa Branca e Congresso dos EUA passaram os últimos meses sem conseguir chegar a um acordo sobre mais medidas de combate à pandemia, levantando dúvidas sobre a recuperação do emprego e da atividade empresarial da maior economia do mundo.

Enquanto, isso, a Covid-19 continua se espalhando pelos Estados Unidos, gerando temores sobre a imposição de restrições à atividade em algumas partes do país. Na Europa, vários países estão registrando números recordes de infecções, com as autoridades da França buscando opções a lockdowns mais rigorosos.

Segundo João Leal, economista da Rio Bravo, “as expectativas em relação às eleições estão começando a crescer, com alguns investidores tentando prever movimentos poucos claros” ou se preparando para um resultado inesperado. Enquanto isso, “a atenção vai ao pacote fiscal, que pode apresentar avanço durante a semana.”

Às 10:24, o dólar avançava 0,53%, a 5,6416 reais na venda, enquanto o dólar futuro negociado na B3 tinha alta de 0,32%, a 5,66445 reais.

Segundo Leal, apesar da tranquilidade recente nas manchetes domésticas, os temores fiscais continuam sendo uma preocupação para os investidores brasileiros, em uma pauta que deve ganhar força depois das eleições municipais no Brasil. “O principal risco para o fiscal é em relação ao benefício social do governo: não há clareza sobre como será financiado”, explicou.

Além das dúvidas sobre como o governo brasileiro conciliaria seu projeto de auxílio — batizado de Renda Cidadã — a um Orçamento apertado, impasses políticos em Brasília e um ambiente de juros extremamente baixos têm sido apontados como fatores de impulso para o dólar nos últimos meses.

Nesta terça-feira, o Comitê de Política Monetária do Banco Central dá início a sua reunião de decisão de juros, cujo resultado será divulgado na quarta-feira. A expectativa é de que o Copom mantenha a taxa Selic em sua mínima histórica de 2%.

O dólar à vista fechou a última sessão em queda de 0,29%, a 5,6121 reais.

O Banco Central fará neste pregão leilão de swap tradicional para rolagem de até 12 mil contratos com vencimento em abril e agosto de 2021.

Fonte: Notícias Agrícolas