Vacaria, 27/09/2020

25/09/2020 “Milho: atraso no plantio pesa e preços sobem no Brasil nesta sexta-feira”

A sexta-feira (25) chega ao final com os preços do milho no mercado físico brasileiro. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, foram percebidas desvalorizações apenas no Porto de Santos/SP (1,52% e preço de R$ 65,00).

Já as valorizações apareceram nas praças de Itapetininga/SP (0,84% e preço de R$ 60,00), Cândido Mota/SP (0,93% e preço de R$ 54,50), Cafelândia/PR (0,95% e preço de R$ 53,00), Campo Novo do Parecis/MT (1,03% e preço de R$ 49,00), Dourados/MS (1,85% e preço de R$ 55,00), Pato Branco/PR (1,86% e preço de R$ 54,70), Marechal Cândido Rondon/PR, Londrina/PR e Ubiratã/PR (1,90% e preço de R$ 53,50) e Eldorado/MS (1,99% e preço de R$ 51,30).

Confira como ficaram todas as cotações nesta sexta-feira

De acordo com o reporte diário da Radar Investimentos, o milho entrou em uma espiral de alta durante esta semana na esteira do dólar. “O apetite em negociar no porto cresceu em relação ao mercado interno, o que deixou o volume mais enxuto no interior”.

Os preços do milho retomaram a tendência de alta no Brasil. O indicador Cepea e a Bolsa Brasileira (B3) registram movimentações ao redor dos R$ 62,00 e este deve ser o cenário para o restante deste ano de 2020.

Segundo o analista de mercado da Céleres Consultoria, Anderson Galvão, todos os componentes necessários para a manutenção dos preços em patamares sustentados estão presentes e vão seguir nos próximos meses. Entre eles, cita a demanda aquecida, as exportações em ritmo forte, uma safra norte-americana menor do que o esperado inicialmente e, principalmente, um câmbio com o dólar valorizado.

Galvão destaca que o cenário é positivo ao produtor brasileiro desde 2019, se manteve assim durante 2020 e promete estender o bom momento também para 2021. “O remanescente do segundo semestre de 2020 está dado com preços firmes generalizados Brasil a fora. O cenário ainda é de um Real desvalorizado então o risco para derrubar as cotações do milho é razoavelmente baixo”, explica.

Outro fator que entra no radar do mercado para a sequência das movimentações são as dificuldades no plantio da safra verão nos estados do Sul. Galvão comenta que, em condições normais de produção na safra 20/21 o Brasil já terá estoques ainda mais apertados do que os ciclos anteriores e que problemas na produção podem pressionar ainda mais este tópico.

B3

Os preços futuros do milho operaram durante todo o dia em alta na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações registravam movimentações positivas entre 1,01% e 2,09% por volta das 16h21 (horário de Brasília).

O vencimento novembro/20 era cotado à R$ 63,49 com elevação de 1,42%, o janeiro/21 valia R$ 63,75 com ganho de 1,43%, o março/21 era negociado por R$ 63,60 com valorização de 2,09% e o maio/21 tinha valor de R$ 60,10 com alta de 1,01%.

As movimentações cambiais também foram favoráveis para o dólar ante ao real e deram sustentação aos contratos do cereal brasileiro. A moeda americana era cotada à R$ 5,54 após subir 0,66% por volta das 16h35 (horário de Brasília).

Para o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, o atraso na safra verão também contribui para este movimento de alta nas cotações do milho na Bolsa Brasileira.

“O plantio do milho normalmente começa em agosto e no final de setembro a maioria das lavouras já estão plantadas, mas já estamos chegando no final de setembro e o Paraná não chegou à 40% plantado, Santa Catarina também, Rio Grande do Sul 50%, então falta muito milho pra ser plantado no Sul e o clima está fazendo o comprador vir a campo”, relata Brandalizze.

O analista destaca ainda que, existe o risco de muito produtores decidirem mudar de plantio por volta do dia 10 de outubro, substituindo o milho pela soja.

Mercado Externo

A Bolsa de Chicago (CBOT) também encerrou a semana subindo para os preços internacionais do milho futuro. As principais cotações registraram movimentações positivas entre 1,00 e 1,75 pontos ao final da sexta-feira.

O vencimento dezembro/20 foi cotado à US$ 3,65 com valorização de 1,75 pontos, o março/21 valia US$ 3,73 com ganho de 1 ponto o maio/21 foi negociado por US$ 3,78 com elevação de 1 ponto e o julho/21 teve valor de US$ 3,82 com alta de 1 ponto.

Esses índices representaram ganhos, com relação ao fechamento da última quinta-feira, de 0,55% para o dezembro/20, de 0,27% para o março/21, de 0,27% para o maio/21 e de 0,26% para o julho/21.

Com relação ao fechamento da última semana, os futuros do milho acumularam desvalorizações de 3,44% para o dezembro/20, de 3,62% para o março/21, de 3,57% para o maio/21 e de 3,29% para o julho/21 na comparação com a última sexta-feira (18).

Segundo informações da Agência Reuters, os contratos futuros de milho da Bolsa de Valores de Chicago subiram na sexta-feira, se recuperando de quatro dias consecutivos de quedas em uma rodada moderada de compras por pechinchas, disseram traders.

A publicação destaca que a perda semanal do milho de 3,6%, a maior desde o início de abril, e levou alguns investidores a endireitar as posições antes do fim de semana, embora os ganhos tenham sido atenuados pelas expectativas de uma aceleração no ritmo da colheita nos próximos dias.

Mark Weinraub da Reuters Chicago ainda ressalta que os traders esperam pressão do mercado nos próximos dias, à medida que a colheita acelera e os produtores registram as vendas diretamente de suas colheitadeiras, o que fará com que os negociantes comerciais protejam as compras à vista de milho com posições vendidas no mercado futuro.

Fonte: Notícias Agrícolas

 

25/09/2020 “Soja volta a subir na Bolsa de Chicago nesta 6ª, depois de testar preços abaixo dos US$ 10”

O mercado da soja, depois de iniciar o dia com estabilidade, voltou a subir na Bolsa de Chicago na tarde desta sexta-feira (25). Assim, perto de 14h05 (horário de Brasília), os futuros da oleaginosa subiam entre 6,50 e 7,75 pontos entre os principais contratos, com o novembro/20 valendo US$ 10,06 e o janeiro/21, US$ 10,09 por bushel. 

Como já vinha sendo sinalizado por analistas e consultores de mercado, os preços não teriam muito espaço abaixo dos US$ 10,00 por bushel e, assim que testaram essa linha, voltaram a subir. No entanto, segue mantido o foco total sobre os fundamentos que direcionam as cotações agora. 

A semana foi bastante volátil na CBOT para a oleaginosa e o mercado vai reajustando suas posições. Entre os fundamentos, continua observando a colheita nos EUA, o plantio no Brasil e demanda. E esta sexta foi o primeiro dia desde 2 de setembro sem compras da China sendo reportadas pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). 

No paralelo, monitoramento do posicionamento dos fundos investidores, do dólar e do mercado financeiro global, principalmente com o aumento do número de casos de Covid-19 na Europa. 

“E a pressão sazonal tende a ser grande se a colheita nos EUA andar em ritmo normal e o plantio no Braisl ficar sem reporte de grandes problemas”, diz Steve Cachia, consultor de mercado da Cerealpar e da TradeHelp. 

No Brasil, mais uma vez, o dólar volta a subir e é importante pilar de suporte para as cotações. Nesta semana, o mercado brasileiro exportou mais de 2 milhões de toneladas com preços recordes, variando de R$ 130,00 a R$ 132,00 por saca, nos portos estimulando novos negócios.

Fonte: Notícias Agrícolas

 

25/09/2020 “Dólar avança contra real e caminha para 3ª semana de ganhos com exterior pessimista”

O dólar abriu em alta contra o real nesta sexta-feira, devolvendo parte das perdas registradas na véspera, e caminhando para sua terceira semana consecutiva de ganhos em meio a ceticismo global sobre um pacote de estímulo nos Estados Unidos e temores sobre o impacto econômico de uma segunda onda de Covid-19.

Às 9:10, o dólar avançava 0,57%, a 5,5444 reais na venda, enquanto o dólar futuro de maior liquidez subia 0,65%, a 5,546 reais.

Na última sessão, o dólar negociado no mercado interbancário registrou queda de 1,34%, a 5,5128 reais na venda, maior queda percentual diária desde 1º de setembro (-1,75%).

Fonte: Notícias Agrícolas

 

25/09/2020 “Milho: sexta-feira começa com cotações subindo na B3 e em Chicago”

A sexta-feira (25) começa com altas para a maioria dos preços futuros do milho na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações registravam movimentações entre 0,42% negativo e 1,44% positivo por volta das 09h07 (horário de Brasília).

O vencimento novembro/20 era cotado à R$ 62,75 com ganho de 0,24%, o janeiro/21 valia R$ 63,00 com elevação de 0,24%, o março/21 era negociado por R$ 63,20 com valorização de 1,44% e o maio/21 tinha valor de R$ 59,25 com queda de 0,42%.

As movimentações cambiais também abriram o último dia da semana registrando ganhos para o dólar ante ao real. Por volta das 09h21 (horário de Brasília), a moeda americana era cotada à R$ 5,54 com alta de 0,74%.

Mercado Externo

A Bolsa de Chicago (CBOT) também iniciou os trabalhos desta sexta-feira com altas para os preços internacionais do milho futuro. As principais cotações registravam movimentações positivas entre 0,25 e 1,50 pontos por volta das 09h07 (horário de Brasília).

O vencimento dezembro/20 era cotado à US$ 3,65 com valorização de 1,50 pontos, o março/21 valia US$ 3,73 com elevação de 1,00 ponto, o maio/21 era negociado por US$ 3,78 com ganho de 0,50 pontos e o julho/21 tinha valor de US$ 3,81 com alta de 0,25 pontos.

Segundo informações do site internacional Successful Farming, os futuros do milho foram ligeiramente mais altos no comércio da madrugada, já que os sinais contínuos de demanda por produtos agrícolas dos Estados Unidos superam a pressão da colheita.

Apenas nesta semana, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou vendas de 140.000 toneladas de milho para a China e outras 320.000 toneladas do grão para outros destinos desconhecidos.

“O que limita os ganhos de preço, no entanto, é a pressão da colheita. Oito por cento da safra de milho foi colhida até o último domingo (20) e outros 59% das lavouras já estão em maturação, à frente dos 49% normais para esta época do ano”, destaca o analista Tony Dreibus.

Fonte: Notícias Agrícolas