Vacaria, 5/06/2020

04/06/2020 “Plantio de trigo da Argentina tem forte avanço diante de previsão de chuvas”

O plantio de trigo 2020/21 da Argentina teve forte avanço na última semana, diante da aproximação de chuvas que podem dificultar os trabalhos de semeadura, disse nesta quinta-feira a Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA) em relatório semanal de cultivos.

A Argentina é uma importante exportadora global do cereal e, segundo a instituição, os agricultores do país promoveram um avanço semanal de 16,6 pontos percentuais no plantio dos 6,8 milhões de hectares previstos para a safra, cuja semeadura atingiu 30% do projetado.

O ritmo veloz de plantio “responde à necessidade de se utilizar a umidade remanescente (no solo) e de se antecipar às chuvas previstas para este fim de semana”, disse a bolsa, acrescentando que os trabalhos na atual temporada estão 10 pontos percentuais à frente do ritmo do ciclo anterior.

No mês passado, a BCBA projetou a safra de trigo da Argentina em um recorde de 21 milhões de toneladas.

No que diz respeito à soja 2019/20, cuja produção foi estimada em 49,5 milhões de toneladas, a bolsa disse que a colheita da oleaginosa atingiu 98,6% da área prevista.

A Argentina é a maior exportadora de óleo e farelo de soja do mundo.

Fonte: Notícias Agrícolas

 

04/06/2020 “Milho: B3 sente pressão da colheita e tem movimentações restritas nesta quinta-feira”

As movimentações seguem restritas para os preços futuros do milho na Bolsa Brasileira (B3) nesta quinta-feira (04). As principais cotações registravam flutuações entre 0,09% negativo e 0,75% positivo por volta das 11h49 (horário de Brasília).

O vencimento julho/20 era cotado à R$ 43,70 com queda de 0,09%, o setembro/20 valia R$ 42,85 com elevação de 0,02%, o novembro/20 era negociado por R$ 45,48 com alta de 0,07% e o janeiro/20 tinha valor de R$ 47,00 com ganho de 0,75%.

De acordo com analise da Agrifatto Consultoria, apesar da colheita ainda avançar a passos lentos, a pressão da segunda safra chega aos contratos futuros do cereal.

Por outro lado, uma recuperação do dólar nesta quinta-feira também influenciava. Por volta das 11h52 (horário de Brasília) a moeda americana subia 0,66% e era cotada à R$ 5,09.

Mercado Externo

Para os preços internacionais do milho futuro a quinta-feira segue sendo de elevação na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registravam movimentações positivas entre 2,75 e 3,50 pontos por volta das 11h41 (horário de Brasília).

O vencimento julho/20 era cotado à US$ 3,27 com valorização de 3,50 pontos, o setembro/20 valia US$ 3,31 com alta de 3,00 pontos, o dezembro/20 era negociado por US$ 3,41 com ganho de 3,00 pontos e o março/21 tinha valor de US$ 3,53 com elevação de 2,75 pontos.

Segundo informações do site internacional Farm Futures, as previsões de clima úmido para o fim de semana nos Estados unidos enviaram os preços futuros do milho para cima, devido a preocupações com o progresso do plantio.

Além disso, a produção semanal de etanol para a semana que terminou em 29 de maio aumentou 5,7%, para 32,1 milhões de galões/dia de produção, consumindo 83,3 milhões de bushels de milho nos EUA durante a semana.

“Foi a quinta semana consecutiva de aumentos na produção de etanol. Os estoques semanais de etanol continuaram encolhendo à medida que a demanda por mistura melhorava e as capacidades das usinas de etanol limitavam o excesso de produção”, aponta a analista Jacqueline Holland.

Agora o mercado aguarda que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgue dados de vendas de exportação. “Espera-se que as vendas de milho 2019/20 para a semana que termina em 28 de maio variem entre 15,7 milhões – 35,4 milhões de bushels, enquanto as vendas para 2020/21 estejam em 2,0 milhões – 11,8 milhões de bushels”, diz Holland.Milho

Fonte: Notícias Agrícolas

 

04/06/2020 “Trigo: clima na última semana do mês de maio favoreceu, e o cultivo da nova safra avançou no Sul do País”

As estimativas brasileira e mundial de trigo seguem otimistas, e, no Brasil, os preços atrativos devem resultar em maior área com a cultura. Na última semana do mês de maio, o clima favoreceu, e o cultivo da nova safra de trigo avançou no Sul do País. Diante disso, estimativas passaram a indicar produção elevada. Em temos mundiais, dados do USDA sinalizam que a produção de trigo deve aumentar, assim como o consumo, as vendas e os estoques do cereal.

Dados da Conab apontam que a área de trigo no País deve ser de 1,09 milhão de hectares, 2,4% acima da temporada anterior. As áreas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina devem se manter estáveis, enquanto a do Paraná deve crescer 5,5%. A produtividade média nacional está estimada em 2,6 t/ha, 3% maior que em 2019. Com isso, a oferta está prevista em 5,43 milhões de toneladas, 5,4% superior à da safra passada. A Conab também revisou os dados de oferta e demanda para a temporada 2019 (agosto/19 a julho/20), elevando o consumo para 12,5 milhões de toneladas e as importações para 7,2 milhões de toneladas.

Enquanto isso, a escassez de trigo no mercado nacional e a demanda aquecida mantiveram firmes as importações do cereal. Conforme resultados preliminares da Secex, até a terceira semana de maio, as importações de trigo apresentavam média diária de 20,1 mil toneladas, contra 18,4 mil toneladas em maio de 2019. Os preços de importação estavam em US$ 221,80/t, FOB origem, 6,1% abaixo dos registrados no mesmo período do ano passado.

O mercado doméstico seguiu operando com volume restrito e valores firmes. No acumulado do mês (de 30 de abril a 31 de maio), os preços no mercado de lotes no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina, Paraná e em São Paulo subiram 9,1%, 8,3%, 8,1% e 4,9%, respectivamente. No mesmo período, o preço do grão no mercado de balcão (valor pago ao produtor) registrou alta de 5,8% no Paraná, de 5% em Santa Catarina e de 3,3% no Rio Grande do Sul.

Quando comparadas as médias mensais de abril e de maio, nota-se alta de 7,2% no Paraná, com o trigo a R$ 1.265,69/tonelada em maio. No Rio Grande do Sul, a média de maio foi 9,5% superior à de abril, a R$ 1.123,91/t. No mesmo comparativo, em São Paulo, o aumento foi de 5,7%, com o trigo a R$ 1.266,98/tonelada. Em Santa Catarina, a média foi 9,1% maior, com o trigo a R$ 1.150,19/tonelada.

DERIVADOS – No comparativo com a média de abril, as cotações de todas as farinhas seguiram firmes em maio. A sustentação dos preços foi consequência da diminuição dos negócios realizados e da baixa oferta de trigo em grão, fatores que reduziram a liquidez nesta cadeia produtiva. Houve relatos de parada industrial no Sul do País, no intuito de conter a covid-19 e também de resguardar os estoques de trigo até a próxima safra. Em relação aos farelos, a demanda permaneceu aquecida em maio, e a expectativa é de um aumento ainda maior nas próximas semanas, devido à aproximação do inverno.

Em maio, as cotações das farinhas destinadas à panificação, bolacha salgada, pré-mistura, massas em geral, bolacha doce, massas frescas e integral subiram 6,46%, 4,93%, 4,86%, 4,60%, 4,51%, 3,91% e 2,94%, respectivamente. Para os farelos, houve valorização de 9,93% para o a granel e de 5,64% para o ensacado.

PREÇOS INTERNACIONAIS – Considerando-se as médias de abril e de maio, os primeiros vencimentos do trigo Soft Red Winter, negociado na CME Group, e do Hard Red Winter, na Bolsa de Kansas, se desvalorizaram 4,8% e 2,8%, respectivamente, a US$ 5,1515/bushel (US$ 189,29/t) e a US$ 4,6640 /bushel (US$ 171,37/t) em maio.

O relatório mensal do USDA para o mês de maio projetou alta na produção mundial da safra 2020/2021, impulsionada por importantes regiões exportadoras, com destaque para Argentina, Austrália, Canadá, Cazaquistão e Rússia. Em contrapartida, as produções dos Estados Unidos e da Ucrânia devem cair ligeiramente. A produção mundial está prevista em 768,5 milhões de toneladas – novo recorde –, com aumento de 0,5% frente ao ano anterior. O suprimento abundante por parte dos exportadores tende a gerar uma concorrência crescente por participação de mercado, apesar de a demanda também ser projetada para ser recorde.

Ainda conforme o USDA, o consumo deve crescer 0,47%, somando 748,4 milhões de toneladas. No geral, a demanda por ração deve cair 4,1%, a 137,5 milhões de toneladas, mas o consumo para alimentação, sementes e indústrias deve crescer 1,6%, para 610,9 milhões de toneladas. Mesmo assim, os estoques de passagem devem continuar aumentando. A relação estoque/consumo final deve passar para 41,4%, um recorde histórico. Já na Argentina, a maior fornecedora de trigo ao Brasil, a Bolsa de Cereais de Buenos Aires aponta que a semeadura da safra 2020/2021 foi iniciada, e a área estimada é de 6,8 milhões de hectares. Os preços FOB, divulgados pelo Ministério da Agroindústria, recuaram 1,8% de abril para maio, a US$ 239,78/tonelada.

trigo cepea agrimensais maio 2020 1
trigo cepea agrimensais 2 maio 2020

Fonte: Notícias Agrícolas

 

04/06/2020 “Milho: B3 abre a quinta-feira com poucas movimentações e de olho na colheita”

A quinta-feira (04) começa com poucas movimentações para os preços futuros do milho na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações registravam flutuações máximas de 0,19% negativo por volta das 09h07 (horário de Brasília).

O vencimento julho/20 era cotado à R$ 43,70 com baixa de 0,09%, o setembro/20 valia R$ 42,76 com perda de 0,19%, o novembro/20 era negociado por R$ 45,45 com estabilidade e o janeiro/21 tinha valor de R$ 46,65 com estabilidade.

Mais uma vez, as cotações respondiam aos trabalhos de colheita da segunda safra que seguem avançando nas regiões produtoras da segunda safra. Além disso, o dólar caia 1,03% por volta das 09h17 (horário de Brasília) e era cotado à R$ 5,03.

Mercado Externo

Já a Bolsa de Chicago (CBOT) abriu o dia com leves altas para os preços internacionais do milho futuro. As principais cotações registravam movimentações positivas entre 0,75 e 1,75 pontos por volta das 09h05 (horário de Brasília).

O vencimento julho/20 era cotado à US$ 3,25 com valorização de 1,75 pontos, o setembro/20 valia US$ 3,30 com ganho de 1,50 pontos, o dezembro/20 era negociado por US$ 3,39 com elevação de 1,00 ponto e o março/21 tinha valor de US$ 3,51 com alta de 0,75 pontos.

Segundo informações do site internacional Successful Farming, os futuros do milho começam o dia subindo após aumento da demanda semanal por etanol nos Estados Unidos. A contagem desta semana da produção de etanol nos EUA mostrou a maior quantidade de combustível renovável produzido, desde março, de acordo com a Energy Information Administration.

Na semana que terminou em 29 de maio, a produção de etanol aumentou 5,7%, ou 40.000 barris por dia (b/d), para 765.000 b/d – equivalente a 32,13 milhões de galões diários e o maior volume desde março.

Agora os comerciantes aguardam o relatório semanal de vendas de exportação do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).

Fonte: Notícias Agrícolas