“Soja abre a semana com estabilidade em Chicago”

A semana começa com os preços da soja próximos da estabilidade na Bolsa de Chicago, após a semana anterior de forte intensidade e volatilidade entre os futuros da oleaginosa, dos derivados e dos grãos. Assim, por volta de 7h30 (horário de Brasília) desta segunda-feira (24), os futuros da oleaginosa recuavam de 1 a 1,50 ponto, com o novembro sendo cotado a US$ 12,38 e o março a US$ 12,57 por bushel.

O comportamento mais contido da soja ocorre enquanto os investidores avaliam dois vetores importantes para o mercado norte-americano, de um lado, as estimativas de uma safra robusta divulgadas pelo Pro Farmer; de outro, a perspectiva de continuidade da demanda chinesa pelos grãos dos Estados Unidos.

Na sexta-feira (21), após o fechamento dos mercados, o Pro Farmer divulgou sua estimativa nacional para a safra de soja dos Estados Unidos apontando uma possibilidade de safra recorde no país de mais de 124 milhões de toneladas.

A contagem de vagens ficou abaixo dos níveis excepcionalmente elevados observados no ano passado, mas, segundo o levantamento, a umidade adequada do solo deve continuar favorecendo o desenvolvimento das lavouras até o final da temporada.

Ao mesmo tempo em que o mercado recebe uma perspectiva favorável do lado da produção, a demanda chinesa continua sendo acompanhada de perto pelos operadores. Na última semana, a China comprou grandes volumes de soja nos EUA , e como explica o Grupo Labhoro em seu boletim de abertura de semana, nação asiática já teria comprado cerca de 10 milhões de toneladas de soja das 25 milhões de toneladas que foram prometidas durante a última reunião bilateral entre os países.

Esse cenário mantém a demanda como um importante fator de sustentação para as cotações, especialmente diante da expectativa de que os chineses continuem ativos nas compras da soja norte-americana.

A soja vinha recebendo suporte ainda, como um limitador das baixas, dos quase 3% de alta entre os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago, reflexo também dos números do Pro Farmer que trouxeram uma safra bem menor em sua estimativa ao ser comparada com os números do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).

Já o trigo, que também sobe forte nesta segunda-feira, permanece atento aos desdobramentos da guerra entre Rússia e Ucrânia e aos impactos potenciais sobre os embarques pelo Mar Negro.

Assim, a soja inicia a segunda-feira com pouca variação em Chicago, em um cenário de equilíbrio entre a expectativa de uma grande produção norte-americana e a força potencial da demanda chinesa. Ao longo da sessão, o mercado deverá continuar monitorando o comportamento dos demais grãos e as novas informações sobre a safra dos Estados Unidos.

Fonte: Notícias Agrícolas