O mercado de trigo no Sul do país segue com pouca liquidez, preços laterais e negócios pontuais, refletindo a baixa demanda industrial e a oferta disponível no fim da temporada. Segundo a TF Agroeconômica, o cenário varia entre os três estados, mas permanece marcado por compras cautelosas e dificuldade para avanços nas cotações.
No Rio Grande do Sul, os moinhos estão relativamente abastecidos a dois meses e meio do início da próxima safra. A menor procura por farinha equilibra estoques e necessidade de moagem, mantendo o mercado de lado. A percepção é de redução no ritmo industrial, com pouca busca por lotes e oferta regular. A sobra de sementes, negociada perto de R$ 1.250 por tonelada, pressiona os lotes para R$ 1.300 a R$ 1.320. Volumes já fechados entre R$ 1.350 e R$ 1.380 também limitam novas altas. O trigo argentino em Canoas recuou para US$ 275 por tonelada, enquanto moinhos relatam problemas de qualidade no trigo local remanescente, com DON elevado.
Em Santa Catarina, vendedores aguardam preços melhores e os negócios seguem travados. As pedidas variam de R$ 1.300 a R$ 1.350 para trigo-pão e de R$ 1.360 a R$ 1.400 para branqueador, sem movimentação. No balcão, houve estabilidade em Chapecó, Rio do Sul, Joaçaba e Xanxerê, enquanto Canoinhas e São Miguel do Oeste registraram altas pontuais.
No Paraná, os preços da safra velha permanecem firmes, enquanto as indicações para a nova colheita avançam. O Cepea aponta alta mensal de 1,83%. Compradores oferecem R$ 1.450 CIF nos Campos Gerais, e no Norte as referências chegam a R$ 1.520 e R$ 1.530 posto moinho. A oferta doméstica é curta, e o trigo paraguaio ganha espaço por qualidade e volume. Para a safra nova, não há negócios, mas as indicações subiram para R$ 1.450 CIF, com entrega entre o fim de agosto e setembro.
Fonte: Agrolink