Vacaria, 5/06/2020

04/06/2020 “Soja opera estável na Bolsa de Chicago nesta 5ª e segue acompanhando movimento da demanda”

Nesta quinta-feira (4), o mercado da soja caminha com estabilidade na Bolsa de Chicago, registrando leves baixas entre as principais posições. Perto de 7h30 (horário de Brasília) os preços cediam entre 0,25 e 0,50 ponto, levando o julho a US$ 8,57 e o agosto, US$ 8,58 por bushel. 

O mercado internacional está muito focado nas relações entre China e Estados Unidos e ontem, no final do dia, ainda recebeu uma nova notícia de que a nação asiática teria cancelado embarques de produtos agrícolas norte-americanos e monitora os impactos da informação. 

Mais do que isso, acompanha os desdobramentos das notícias e os próximos passos que serão dados pelos dois países. 

Assim, nesta quinta-feira, o mercado se atenta bastante aos números do novo relatório semanal de vendas para exportação que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) traz hoje. As expectativas do mercado variam entre 600 mil a 1,55 milhão de toneladas. 

Ao lado de todas essas informações, o mercado da soja na Bolsa de Chicago ainda acompanha também a movimentação do dólar frente ao real. Nos últimos 15 dias, a moeda brasileira já registra uma valorização de cerca de 17% e tem favorecido o leve avanço das cotações da oleaginosa na CBOT. 

Fonte: Notícias Agrícolas

 

03/06/2020 “Dólar fecha na mínima em 10 semanas em novo dia positivo no exterior”

O dólar voltou a registrar forte queda ante o real nesta quarta-feira, a nona em 11 sessões, e chegou a operar na casa de 5,01 reais na mínima do dia, com o real mais uma vez na dianteira de ganhos nos mercados globais de câmbio em nova sessão de destacado apetite por risco.

O dólar à vista fechou em queda de 2,38%, a 5,0862 reais na venda. É o menor patamar para um encerramento desde o último dia 26 de março (4,9957 reais).

Na mínima, a cotação desceu a 5,0170 reais, baixa de 3,71%.

Na B3, o dólar futuro recuava 2,45%, a 5,0850 reais, às 17h03.

Fonte: Notícias Agrícolas

 

03/06/2020 “Milho do Brasil pode ter chance na China com mudanças após peste suína, diz especialista”

O milho do Brasil, segundo exportador global deste cereal, poderá ter oportunidades de ingressar no mercado da China, que atualmente já é a maior compradora de uma série de produtos agrícolas brasileiros, com o país asiático realizando uma reforma no sistema produtivo após impacto da peste suína africana, disse um respeitado especialista.

Marcos Jank, titular da cátedra Luiz de Queiroz de Sistemas Agropecuários Integrados no ciclo 2019-20 –entregue nesta quarta-feira ao ex-ministro da Agricultura Alysson Paolinelli–, disse que a China passará a investir mais em sistemas modernos de produção de suínos, reduzindo granjas de fundo de quintal, o que demandará mais matérias-primas como milho e soja para as criações.

Segundo Jank, a China que responde por metade da produção global de carne suína está “eliminando o porco do fundo de quintal”, as pequenas criações que colaboraram com a disseminação da peste suína africana, que dizimou o rebanho asiático.

“Ela passa para granjas modernas, e essas granjas consomem milho e soja, quando sai da granja de quintal”, ressaltou ele, durante evento transmitido pela internet, que marcou também o lançamento do livro “Parceria Brasil-China em Agricultura e Segurança Alimentar”.

A China, maior importador global de soja, que responde por mais de 80% das exportações brasileiras da oleaginosa, é um comprador menos relevante de milho, uma vez que possui uma grande produção local, lembrou Jank.

No caso do cereal, embora o Brasil seja um grande exportador atrás apenas dos Estados Unidos, não costuma vender aos chineses.

“Acho que temos oportunidade de sermos fornecedores de milho para China, acho que é próximo produto…”, ressaltou ele, destacando ainda que o Brasil já é o principal exportador de diversas mercadorias agrícolas aos chineses, como carnes, e poderia ofertar milho também.

“Acho que trigo e arroz é mais complicado, pela segurança alimentar… Mas há também oportunidades de o Brasil exportar lácteos e peixes, produtos cujo consumo cresce fortemente lá.”

Para o sócio-diretor da Agroconsult, André Pessôa, que também participou da palestra pela internet, o aumento expressivo registrado nas exportações agrícolas do Brasil para a China foi fruto de um “casamento entre o desenvolvimento da agricultura brasileira e a necessidade de segurança alimentar da China”.

Ele citou ainda que alguns desses fatos de sucesso na relação Brasil-China aconteceram ao “acaso”, e avalia que uma melhor organização pode impulsionar ainda mais as relações comerciais entre os dois países.

“Existe grande oportunidade para que o próximo capítulo possa ser feito de forma integrada, para potencializar os interesses de ambos”, comentou Pessôa, que é autor de um dos capítulos do livro.

Além de Jank, a publicação tem como editores Pei Guo, da China Agricultural University, e Silvia Helena Galvão de Miranda, professora do departamento de Economia, Administração e Sociologia da Esalq/USP.

Fonte: Notícias Agrícolas

 

03/06/2020 “Paraná segue colhendo o milho e apenas 42% das lavouras estão em boas condições, diz o Deral”

A Secretaria de Agricultura e do Abastecimento do Paraná divulgou, por meio do Departamento de Economia Rural (Deral), seu o relatório de plantio e das principais safras do estado.

O relatório semanal apontou que 2% das lavouras estaduais foram colhidas até a última segunda-feira (01). As áreas restantes se dividem com 15% já em maturação, 57% estão em frutificação, 26% em floração e 2% ainda em descanso vegetativo.

Quanto a qualidade dessas áreas, 42% estão em boas condições, 40% em médias e 18% em condições ruins.

Essa situação já levou o Departamento a reduzir a estimativa de produção do Paraná em mais de 1 milhão de toneladas diante das 12,9 milhões projetadas no início da safra. Segundo o analista de milho do Deral, Edmar Gervásio, as lavouras estão se encaminhando para o final do ciclo e não devem ter novas perdas a partir de agora.

Fonte: Notícias Agrícolas