Vacaria, 18/01/2020

10/01/2020 “Dólar toma fôlego no fim da sessão e fecha na máxima em 3 semanas ante real com exterior”

O dólar ganhou força no fim da sessão e fechou em alta ante o real nesta sexta-feira, na máxima em três semanas, acompanhando o fortalecimento da moeda no exterior, especialmente contra divisas emergentes, na esteira de renovadas preocupações geopolíticas.

A moeda passou boa parte do dia em baixa, influenciada pela inflação mais alta no Brasil, que desestimula apostas de novos cortes de juros pelo Banco Central –o que deixaria o real menos atrativo em relação a outras moedas.

No mercado interbancário, cujas operações se encerram às 17h, o dólar fechou em alta de 0,19%, a 4,094 reais na venda.

É o maior patamar para um término de sessão desde 20 de dezembro do ano passado (4,0949 reais na venda).

Na semana, a cotação subiu 0,95% –a segunda consecutiva de ganhos e a maior alta semanal desde a semana finda em 29 de novembro do ano passado (+1,14%).

No exterior, moedas emergentes como peso chileno, rand sul-africano aceleraram as perdas, enquanto o iene, divisa demandada em períodos de maior instabilidade, zerava as perdas ante o dólar.

Fonte: Notícias Agrícolas

 

10/01/2020 “Milho fecha semana com altas em Chicago após relatórios do USDA”

A sexta-feira (10) chega ao final com os preços internacionais do milho futuro mais altos na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registraram ganhos entre 2,50 e 2,75 pontos ao longo do dia.

O vencimento março/20 foi cotado à US$ 3,85 com elevação de 2,50 pontos, o maio/20 valeu US$ 3,92 com valorização de 2,75 pontos, o julho/20 foi negociado por US$ 3,99 com alta de 2,75 pontos e o setembro/20 teve valor de US$ 4,00 com ganho de 2,75 pontos.

Esses índices representaram elevações, com relação ao fechamento da última quinta-feira, de 0,52% para o março/20, de 0,51% para o maio/20, de 0,76% para o julho/20 e de 0,76% para o setembro/20.

Com relação ao fechamento da última sexta-feira (03), os futuros do milho acumularam perdas de 0,26% para o março/20 e de 0,25% para o maio/20, estabilidade para o julho/20 e alta de 0,50% para o setembro/20, na comparação dos últimos sete dias.

Segundo informações da Agência Reuters, o milho ficou constante na sexta-feira, com os investidores olhando para além das projeções de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) e focando em melhores perspectivas de exportação para a China, devido a assinar um acordo comercial provisório com os Estados Unidos na próxima semana.

“Os dados do USDA, divulgados durante o pregão de sexta-feira, mostraram mudanças modestas na produção agrícola e nos estoques, mas não incluíram as perspectivas da agência para a demanda pós-negociação da China”, aponta Karl Plume da Reuters Chicago.

O USDA inesperadamente aumentou suas estimativas de produção de milho e soja, o que surpreendeu alguns traders após o clima desfavorável da safra no ano passado, seguido por uma colheita desafiadora. Os aumentos foram parcialmente compensados ​​por menos hectares colhidos.

“Este relatório não é um divisor de águas”, disse Don Roose, presidente da US Commodities em West Des Moines, Iowa.

Em entrevista ao Notícias Agrícolas nesta quinta-feira (09), o analista de mercado da Germinar Consultoria, Roberto Carlos Rafael, já considerava que o relatório do USDA desta sexta-feira não deveria alterar muito as movimentações do mercado, que deve registrar cotações estáveis até o dia 20 de fevereiro, quando os primeiros números sobre a próxima safra americana começarem a ser especulados.

Mercado Interno

No mercado físico brasileiro, a sexta-feira registrou cotações permanecendo sem movimentações, em sua maioria. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, não foram registradas desvalorizações.

Já as valorizações foram percebidas nas praças de Campinas/SP (0,93% e preço de 53,19), Luís Eduardo Magalhães/BA (1,02% e preço de R$ 49,50), Pato Branco/PR (1,23% e preço de R$ 41,20), Ubiratã/PR (1,27% e preço de R$ 40,00), Londrina/PR (1,27% e preço de R$ 40,00), Cascavel/PR (1,27% e preço de R$ 40,00) e Oeste da Bahia (2,08% e preço de R$ 49,00).

Veja mais cotações desta sexta-feira.

Em seu reporte diário, a Radar Investimentos apontou que a semana foi de estresse de abastecimento no mercado físico, com os produtores praticamente ausentes das negociações. “A alta do dólar também colaborou para a firmeza das cotações”.

Fonte: Notícias Agrícolas

 

10/01/2020 “Retrospectiva trigo: mesmo com maior oferta, importações aumentam em 2019”

As cotações domésticas de trigo em grão iniciaram 2019 em alta, mesmo em um cenário de maior oferta na safra 2018/19 no Brasil e também na Argentina. Pesquisadores do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, indicam que o que chamou a atenção naquele período foi o intenso ritmo das importações, que se mantiveram acima de 600 mil toneladas a cada mês, contexto verificado mesmo com o dólar em patamar elevado.

De abril até o final do primeiro semestre, os valores do trigo caíram no mercado brasileiro, refletindo a baixa liquidez interna. Ainda assim, as importações do grão se mantiveram firmes naqueles meses. No balanço da safra 2018/19 (de agosto/18 a julho/19), o volume importado somou 6,75 milhões de toneladas, avanço de 5,7% sobre a temporada anterior (de agosto/17 a julho/18), segundo dados da Secex. As exportações também registraram bom desempenho, ficando praticamente três vezes maiores que na temporada 2017/18.

Apesar do enfraquecimento verificado de abril a junho, as médias de preços no primeiro semestre de 2019 nos estados acompanhados pelo Cepea foram as maiores, em termos nominais, da série do Centro de Pesquisas, iniciada em 2004. Esse cenário confirmou as expectativas do setor no início de 2019, de que o mercado de trigo se fundamentaria mais em fatores de sustentação do que de pressão.

No segundo semestre, as cotações do cereal estiveram firmes, sustentadas pelo clima desfavorável, que prejudicou boa parte das lavouras do Paraná e Rio Grande do Sul. A postura retraída de compradores, que se mostravam abastecidos, e a venda fraca de farinhas, no entanto, limitaram movimentos de alta no período. Em outubro, especificamente, os valores caíram com certa força, o que esteve atrelado ao avanço da colheita e à necessidade de venda por parte de produtores, que precisavam pagar dívidas de custeio. Esse cenário reduziu o ritmo das importações no período.

Na média do ano, as cotações domésticas estiveram acima das verificadas em 2018, em termos nominais. Os preços do trigo no mercado de lotes (negociação entre empresas) subiram 2,6% no Rio Grande do Sul, 2,4% no Paraná e 9% em Santa Catarina. Já em São Paulo, houve ligeiro recuo de 1,1%.

OFERTA E DEMANDA – Para a colheita em 2019, a estimativa inicial da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), divulgada em abril/19, indicava produção superior à de 2018, totalizando 5,63 milhões de toneladas. Entretanto, devido aos problemas climáticos, a produção acabou sendo reajustada em 5,2 milhões de toneladas em dezembro/19, redução de 3,9% em relação à safra anterior.

No Paraná, maior estado produtor, houve queda de 17,1% na produtividade e de 22,7%, na produção, totalizando 2,2 milhões de toneladas na atual temporada. No Rio Grande do Sul, por outro lado, houve incremento de 9,2% na produtividade e 17,9%, na produção, totalizando, também, 2,2 milhões de toneladas. A maior oferta no estado gaúcho, inclusive, resultou em queda de preços mais acentuadas em relação a outras regiões. Vale lembrar que o estado sul-rio-grandense também registrou problemas climáticos, mas conseguiu recuperar parte da oferta.

DERIVADOS – As negociações de farinhas de trigo ocorreram em ritmo lento na maior parte de 2019. Compradores, em geral, adquiriram apenas poucos volumes. Desta forma, não houve espaço para reajustes expressivos de preços. Assim, moinhos não conseguiram repassar a valorização do grão para as farinhas e os preços recuaram. O menor ritmo de processamento doméstico, no entanto, limitou as quedas no período de expurgo.

Nesse contexto de menores preços de farinha, a relação entre os valores do grão e das farinhas para panificação, massas frescas, massas em geral e bolachas doce e salgada ficou menor em 2019. No mercado de farelo de trigo (ensacado e a granel), os preços caíram nos primeiros meses de 2019, pressionados pela menor demanda. No segundo semestre, entretanto, as cotações do derivado passaram a subir, devido à maior demanda. A elevação nos preços do milho aqueceu a demanda pelo derivado.

INTERNACIONAL – Os preços nas bolsas norte-americanas encerraram o ano em direções opostas. O movimento baixista veio da menor demanda do grão norte-americano no primeiro semestre e da maior oferta de trigo da América do Sul. Já os fatores de sustentação vieram do clima desfavorável às lavouras de primavera e da expectativa de menor área de semeio.

Na Argentina, os valores foram pressionados pela baixa demanda externa e pela maior necessidade de venda. Notícias de que o Brasil abriu cota de 750 mil toneladas de importação de trigo livre de tarifas preocupam triticultores argentinos – este volume representou 6% do consumo do País em 2018.

Mundialmente, a produção somou 731,35 milhões de toneladas de trigo na safra 2018/19, 4,1% menor que a de 2017/18. O consumo foi de 733,3 milhões de toneladas, com estoque final de 277,85 milhões de toneladas. A relação estoque/consumo foi de 37,9%, contra 38,2% na safra anterior, segundo dados do USDA divulgados em dezembro/19.

Fonte: Notícias Agrícolas

 

10/01/2020 “Dólar recua ante real com apetite a risco e dados de Brasil e EUA no radar”

O dólar recuava em relação ao real nesta sexta-feira, em meio a um maior apetite de risco no exterior e com agentes financeiros atentos a dados do Brasil e dos Estados Unidos, um dia após a cotação da divisa fechar com a maior alta em dois meses.

Às 10:09, o dólar recuava 0,27%, a 4,0755 reais na venda. O contrato mais negociado de dólar futuro operava em queda de 0,46% neste pregão, a 4,084 reais.

Na quinta-feira, e moeda norte-americana encerrou a sessão com valorização de 0,85%, a 4,0864 reais.

O dia era marcado por um alívio generalizado no exterior, com os investidores comemorando a redução das tensões entre Estados Unidos e Irã depois que o presidente norte-americano, Donald Trump, escolheu retaliar a um ataque iraniano com sanções, e não violência.

Além disso, a expectativa sobre a assinatura de um acordo comercial inicial entre EUA e China ainda na semana que vem impulsionava o apetite por risco, elevando divisas mais arriscadas, como os dólares australiano e neozelandês e o peso mexicano.

Dados desta sexta-feira também guiavam os movimentos da taxa de câmbio. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 1,15% em dezembro, fechando 2019 com avanço de 4,31%, acima do centro da meta oficial.

Segundo Denilson Alencastro, economista-chefe da Geral Asset, a maior pressão da inflação favorece a moeda brasileira, já que pode indicar uma alta dos juros daqui para frente. “Se a gente tiver um juro um pouco maior isso pode ajudar a reduzir a força do dólar no futuro”, disse.

Diante do cenário de inflação fraca, o Banco Central reduziu em dezembro a taxa básica de juros brasileira em 0,5 ponto pela quarta vez consecutiva, a 4,5%. A queda da Selic no ano passado a sucessivas mínimas históricas tem pressionado o real, uma vez que tem reduzido o diferencial de juros entre o Brasil e o mundo.

A menor taxa de juros torna as aplicações em renda fixa local menos atrativas, afetando a perspectiva de ingresso de capital ao Brasil em busca de retornos e, por tabela, impactando a oferta de dólares no país.

Ainda no radar dos investidores, neste pregão serão divulgados importantes dados sobre o emprego fora do setor agrícola nos EUA.

Fonte: Notícias Agrícolas