Vacaria, 20/10/2019

18/10/2019 “Como vem o preço do trigo?”

“O Rio Grande do Sul deverá ditar os preços de quase toda a região Sul, pela esperada boa produção, tanto em volume quanto em qualidade (até o momento). No estado, a estimativa de produção passou dos iniciais 1,9 milhão de toneladas (MT) para a atual estimativa (não oficial) de 2,14 MT”. A projeção é do analista da T&F Consultoria Agroeconômica, Luiz Pacheco. 

No Paraná, ao contrário, a estimativa inicial era de 3,24 MT e hoje é de 2,34 MT, uma quebra de 1,0MT. Segundo a previsão oficial da Conab, a safra brasileira de trigo deverá ser 4,9% menor do que a safra passada, que foi de 5,39 MT e deverá passar para 5,13 MT nesta temporada, uma redução de quase 300 mil toneladas, equivalente a uma safra inteira de SP ou de MG perdida.

“Como consequência, praticamente todos os moinhos do Paraná e de SC estão comprando lotes no Rio Grande do Sul, mesmo antes da safra deste estado ter terminado. A isto se deve acrescentar que já foram negociadas cerca de 100.000 toneladas de trigo gaúcho para a exportação, reduzindo a sua disponibilidade”, explica Pacheco. 

Com relação à qualidade, ressalta ele, a safra gaúcha está apresentando bom desenvolvimento e sanidade, mas deve enfrentar as chuvas sazonais de outubro e novembro, justamente na época de colheita, que poderá alterar alguma coisa: “Por isto, nossa recomendação aos moinhos é que tudo o que se puder garantir de trigo de boa qualidade, deve fazê-lo, porque não é certo que ela se mantenha. Por outro lado, há que se controlar os preços”. 

De acordo com Pacheco, por enquanto os preços estão baixos e lucrativos, mesmo para os atuais preços das farinhas: “Se a safra gaúcha se mantiver com volume e qualidade os preços devem se manter em padrões um pouco mais elevados do que os atuais, depois que passar a pressão de colheita (janeiro em diante), porque começará a pressão da demanda”.

Já no Paraná os preços estão mais firmes do que no RS e, segundo o especialista, deverão continuar assim e poderão se firmar ainda mais: “Porque o trigo que está chegando aos moinhos e de excelente qualidade (assim como o paraguaio), porque as perdas do estado foram descartadas (em mais da metade dos casos sequer produziu o grão)”.

“Em vista disto, mesmo que atualmente os preços estejam caindo sazonalmente […], esperamos preços firmes a médio e longo prazos no mercado de trigo, tanto para o produtor, quanto para os moinhos. Para o mercado de farinhas também vemos a possibilidade de um leve aumento nos preços a partir de janeiro, diante da pequena melhora, não na economia, mas na segurança dos brasileiros em relação ao seu emprego (deve parar de aumentar o desemprego), permitindo aumentar os gastos das famílias”, conclui Pacheco.

Fonte: Agrolink

 

18/10/2019 “Soja mantém leves altas nesta 6ª feira e espera por novos números da demanda”

Os preços da soja seguem operando em alta nesta sexta-feira (18) na Bolsa de Chicago. Os futuros da commodity, por volta de 8h15 (horário de Brasília), subiam entre 2,50 e 3,25 pontos. O novembro/19 tinha US$ 9,34 e o maio/20, US$ 9,67 por bushel. 

O mercado segue muito atento às condições de clima nos EUA e as possibilidades de demanda pela China no mercado norte-americano. O texto da primeira fase do acordo já está sendo redigido pela nação asiática e intensifica as especulações sobre novas compras. 

Nesta sexta, o mercado recebe o novo boletim semanal de vendas para exportação do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) e o mercado espera um volume entre 900 mil e 1,6 milhão de toneladas para a oleaginosa. 

“Os traders do mercado de grãos esperam pelos últimos números da demanda com o reporte semanal, enquanto os eventos climáticos pelo mundo também continuam a ser acompanhados, já que há ameaças climáticas em uma série de países produtores neste momento”, dizem os analistas da consultoria internacional Allendale, Inc. “Como sempre, as manchetes é que têm movimentado o mercado”, completam. 

Para Steve Cachia, consultor da Cerealpar e da AgroCulte, o mercado, apesar de todas as notícias positivas, ainda mantém seu tom cauteloso, atento a “qualquer oportunidade de lucro dos fundos. Isto é uma clara demonstração de que parte do mercado ainda acha que o acordo parcial EUA/China é frágil e há risco de uma deterioração nas negociações a qualquer momento”. 

Fonte: Notícias Agrícolas

 

17/10/2019 “Inicia plantio de soja no RS”

O período de plantio de soja no Estado ocorre entre 11 de setembro e 31 de dezembro, de acordo com o Zoneamento Agrícola de Risco Climático para a cultura no Rio Grande do Sul, ano-safra 2019-2020, definido pela Portaria nº 76, de 11/07/2019. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (17/10), o plantio da soja está iniciando lentamente, com algumas áreas plantadas nas regionais de Ijuí, Santa Rosa e Soledade.

Nas regiões da Emater/RS-Ascar de Ijuí e de Soledade, as primeiras lavouras implantadas estão apresentando boa emergência e os produtores concentram-se na dessecação de áreas. Há incidência de lagartas de solo (Elasmopalpus lignosellus) e lagarta-rosca (Agrotis ipsilon), sendo necessário adicionar inseticida no momento da dessecação das áreas. Já na região de Santa Rosa, a semeadura da cultura deverá ser intensificada a partir da segunda quinzena de outubro, culminando com maior percentual de área a ser plantada na primeira semana de novembro.

A estimativa da Emater/RS-Ascar para a safra de soja 2019-2020 indica uma área de 5.956.504 hectares, um aumento de 1,93% em relação à safra anterior e uma produção estimada de 19.746.793 toneladas. Isso resulta em uma produtividade de 3.315 quilos por hectare.

No milho, a semana fecha com 68% da área plantada, com avanço de 10% em relação à semana anterior. A estimativa da Emater/RS-Ascar para a safra de milho 2019-2020 indica uma área de 771.578 hectares, aumento de 1% em relação à safra anterior, e produção estimada de 5.948.712 toneladas. Isso resulta em produtividade de 7.710 quilos por hectare. Segundo o zoneamento agroclimático para o milho, definido pela Portaria nº 59, de 01/07/2019, o período de plantio ocorre entre o início de agosto e o final de janeiro.

CULTURAS DE INVERNO

Trigo – No Rio Grande do Sul, 4% das lavouras encontram-se em fase de floração, 47% estão na fase de enchimento do grão, 42% estão em maturação e 7% das lavouras foram colhidas, em especial nas regiões de Santa Rosa, Ijuí e Frederico Westphalen. As produtividades variam entre 3.100 e 3.300 quilos por hectare, com PH acima de 78. Nesta safra, a área estimada pela Emater/RS-Ascar para o cultivo do trigo é de 739,4 mil hectares, o que corresponde a 37% da área brasileira de plantio com o grão.

Canola – A produção de canola nos 32,7 mil hectares plantados no RS tem mantido a expectativa de rendimento médio de 1.258 quilos por hectare. No período, a cultura se encontra com 39% em enchimento de grãos, 24% em fase de maturação e 37% das lavouras já foram colhidas.

Cevada – A área cultivada com cevada no RS, de acordo com a estimativa da Conab, responde por 36,6% da área da cultura no país. Na área de 42,4 mil hectares implantada no Estado, a Emater/RS-Ascar identificou rendimento de 2.073 quilos por hectare. Atualmente, o cultivo se encontra em floração (8%), enchimento do grão (47%) e em maturação (37%). As lavouras colhidas já atingiram 8% da área com a cultura.

Aveia branca – A área estimada pela Emater/RS-Ascar com plantio de aveia branca para grão no RS é de 299,9 mil hectares, correspondendo a 78,8% da área estimada pela Conab para o Brasil. No Estado, 7% das lavouras se encontram em floração, 30% em enchimento do grão, 40% em maturação e 23% das lavouras já foram colhidas. A produtividade esperada é de 2.006 quilos por hectare.

Aveia preta – Na região Central, a aveia preta apresenta expressiva área plantada, 17.620 hectares. Dentre os municípios que se destacam nesse cultivo estão Vila Nova do Sul, com 4 mil hectares, seguido de Jari, 3.500 hectares, e Capão do Cipó, com 3.200 hectares.

Fonte: Notícias Agrícolas

 

17/10/2019 “Dólar tem estabilidade contra o real em meio a otimismo sobre o Brexit”

O dólar rondava a estabilidade contra o real nos primeiros negócios desta quinta-feira, em dia de maior otimismo nos mercados internacionais de câmbio diante do anúncio de um acordo do Brexit entre o Reino Unido e a União Europeia.

Às 9:06, o dólar avançava 0,07%, a 4,1570 reais na venda.

Neste pregão, o dólar futuro tinha alta de 0,12%, a 4,1605

Na véspera, o dólar à vista encerrou em queda de 0,27%, a 4,1542 reais na venda.

Nesta sessão, o Banco Central ofertará 10.500 contratos de swap cambial reverso e até 525 milhões em dólar à vista. Adicionalmente, a autarquia também ofertará contratos de swap tradicional, para rolagem do vencimento dezembro de 2019.

Fonte: Notícias Agrícolas