Vacaria, 2/12/2020

26/11/2020 “Quanto o Brasil vai colher de soja? Consultorias revisam suas estimativas frente ao tempo seco”

Entender quanto o Brasil vai colher na safra 2020/21 de soja tem sido uma matemática difícil neste momento em que a marca mais forte da temporada tem sido a irregularidade. O plantio caminha com atraso diante da má distribuição e baixos volumes de chuvas. Mais do que isso, elas demoraram a chegar em muitas regiões. 

E embora algumas melhoras tenham sido observadas nos últimos dias, há ainda muitas regiões em todo Brasil que sofrem com condições extremamente severas de clima. Ao Notícias Agrícolas, profissionais do mercado relataram casos como o do município de Pontes e Lacerda, em Mato Grosso, onde as chuvas somam apenas 30 mm desde setembro. 

Casos como estes são bastante frequentes. Trata-se de um ano de La Niña e o cenário de irregularidades, portanto, já era esperado. Do mesmo modo, há regiões do país onde as chuvas são mais abundantes e os trabalhos caminham para sua etapa final e onde as perspectivas são positivas, como é o caso do estado de Goiás. 

Ao Notícias Agrícolas, o presidente da Aprosoja Goiás, Adriano Barzotto, afirma que depois do atraso registrado no início da semeadura, com as precipitações de volta os trabalhos de campo ganharam ritmo e recuperaram o tempo perdido no início da temporada. 

Em Mato Grosso, de acordo com os últimos números do Imea (Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária), 98,47% da área já foi semeada com a oleaginosa e o índice supera o mesmo período do ano passado. “Apesar de os trabalhos estarem quase finalizados, muitas áreas precisaram ser ressemeadas no estado”, diz o boletim semanal do instituto.

Em contrapartida, os problemas mais graves estão sendo registrados no Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Em São Borja/RS, por exemplo, a condição de chuvas abaixo da média já duram cerca de um ano e os impactos no campo são grandes. Os relatos são de Albano Antônio Strieder, engenheiro agrônomo do Sindicato Rural do município, em entrevista ao Notícias Agrícolas. 

O Notícias Agrícolas levantou as opiniões de alguns nomes importantes do setor para entender quais são suas perspectivas para a nova safra de soja do Brasil. 

Cogo Inteligência em Agronegócio

O novo levantamento da Cogo Inteligência em Agronegócio será divulgado em 11 de dezembro, porém, Carlos Cogo, sócio-diretor da consultoria, já afirma que seus últimos números estimados de 135,2 milhões de toneladas para a soja e 110 milhões para o milho – entre safra de verão e safrinha – já estão descartados. “Não há mais como buscar esses números porque as safras já estão perdendo potencial produtivo. Então, o novo levantamento já terá esses descontos nas safras de verão”. 

Os problemas mais graves estão sendo registrados no Rio Grande do Sul e Santa Catarina. A falta de chuvas persiste em ambos os estados e no gaúcho o déficit hídrico varia de 300 a 700 mm em 12 meses e, como explica Cogo, “com as chuvas previstas não tem como recuperar isso”. O RS, segundo dados meteorólgicos avaliados pela consultoria, já registra uma considerável variedades de perdas em uma ano típico de La Niña, de 8% a 40%. “Não há umidade e nem reservas hídricas para buscar uma soja nos mesmos níveis de produtividade estimados inicialmente”, completa Carlos Cogo. 

Brandalizze Consulting

Na perspectiva de Vlamir Brandalizze, consultor de mercado da Brandalizze Consulting, a safra continua com potencial para alcançar algo entre 133 e 135 milhões de toneladas, com um uma área cultivada perto de 38 milhões de hectares. “As chuvas melhoraram nos últimos dias e há tempo para a recuperação das lavouras e aos poucos a situação vai se normalizando”, explica Brandalizze. 

Ainda segundo o consultor, houve também muito investimento dos produtores brasileiros em tecnologia, o que também faz diferença em anos como este. 

Safras & Mercado

“Ainda não mexemos nos nossos números”, explica Luiz Fernando Gutierrez, analista de mercado da Safras & Mercado. “O clima está bem irregular ainda, semanas sem chuvas, outras com chuvas mas não em todos os estados, e teremos pouca ou nenhuma umidade no Centro-Oeste, Sudeste, parte do Sul, é preocupante. Mas, ainda digo que é cedo para falarmos em perdas, mas sabemos que elas vão aparecer”. 

O que deve ser monitorado nestes próximos meses, como afirma Gutierrez, é a amplitude e o tamanho dos problemas e das perdas de produtividade que deverão sr confirmados a frente. O novo levantamento da Safras sai em dezembro e, “provavelmente teremos alguns ajustes negativos em algumas produtividades esperadas, ou áreas plantadas”, diz o consultor.  

Novos levantamentos de consultorias serão divulgados nos próximos dias e o Notícias Agrícolas vai atualizando as informações, trazendo os números em primeira mão. 

Fonte: Notícias Agrícolas

 

26/11/2020 “Manchetes do Boletim Diário de TRIGO, SOJA e MILHO de 20.11.2020 “

Manchetes do Boletim Diário de TRIGO de 20.11.2020 

* ECOS DO CONGRESSO DA ABITRIGO  

* RS: Compradores ausentes e vendedores baixando pedidas para a faixa entre R$ 1.290,00/R$ 1.300,00 

* SANTA CATARINA: Moinhos catarinenses continuam comprando no RS 

*PARANÁ: Primeiro embarque de trigo paranaense para o Nordeste será nesta quinta-feira; mais negócios no Oeste 

* TRIGOS IMPORTADOS: Preços finais do trigo argentino nos moinhos do Sul chegando a R$ 1.571,58 

* De São Paulo para cima, trigo argentino, sem impostos, continua a ser imbatível 

* MERCADO INTERNACIONAL: EUA e Rússia, os dois principais vendedores, recuam os preços nesta quarta-feira 

* ANÁLISE DO CÂMBIO: Dólar cai 1,03% a R$ 5,3206 com expectativa de farta liquidez no mundo; moeda mira suportes técnicos 

* ARGENTINA: Preços FOB de exportação e sobre rodas nos portos do UpRiver fecharam em alta nesta quarta-feira 

* CHICAGO: Venda pré-feriado arrasta futuros 3% mais baixos 

Manchetes do Boletim Diário de SOJA de 20.11.2020 

* RS: Indústrias gaúchas voltam a indicar preços no MS e preços dos mercados locais recuam novamente em média 1,92% 

* PARANÁ: Preços inalterados, mercado travado, negócios apenas para safra 2021 

* MATO GROSSO DO SUL vendeu soja para o Rio Grande do Sul, nesta terça-feira 

* MINAS GERAIS: Com nova queda em Chicago, mercado continuou travado, nesta quarta-feira 

* RELATÓRIO DA CHINA: Demanda chinesa se concentra na safra nova brasileira; preços recuam em todas as praças 

* SUBPRODUTOS-Mercado Interno: Preços sobem para o farelo e permanecem praticamente inalterados para o óleo 

* SUBPRODUTOS- Mercado internacional: óleo de soja fechou em baixa na Europa e Índia e alta na China 

* Setor de máquinas no país tem em outubro melhor desempenho do ano, diz Abimaq 

* Rabobank vê cenário altista para soja em 2021 com demanda chinesa e temores climáticos 

* É “factível” dólar a R$5 no começo de 2021, mas alívio é limitado por fiscal, diz AZ Quest 

* CHICAGO: Futuros caem antes do feriado 

* ANÁLISE DO CÂMBIO: Dólar cai 1,03% a R$ 5,3206 com expectativa de farta liquidez no mundo; moeda mira suportes técnicos 

Manchetes do Boletim de MILHO de 20.11.2020 

* RIO GRANDE DO SUL: Preço chega a R$ 93,00 em Santa Rosa 

* Santa Catarina compra 5.000 tons no MS e se retira do mercado 

* No Paraná, mercado inalterado e vazio de negócios 

* MATO GROSSO DO SUL: Preços novo recuo forte do milho no MS nesta quarta-feira 

* MINAS GERAIS: Mais um dia de mercado travado, com compradores esperando maior queda para adquirir o produto 

* MERCADO INTERNACIONAL: Preços internacionais caíram, com exceção do Brasil 

* B3: Novamente seguindo Chicago por tomada de lucros as cotações voltsam a cair 

* CHICAGO: Futuros caem na tomada de lucros, perspectivas meteorológicas 

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26/11/2020 “Bolsas de Chicago e no York não operam nesta 5ª feira com Dia de Ação de Graças nos EUA”

As bolsas de Chicago e Nova York não operam nesta quinta-feira (26) em função do feriado do Dia de Ação de Graças – ou Thanksgiving Day – nos Estados Unidos. Este é o feriado mais importante para o país depois do Natal. 

Os negócios serão retomados nesta sexta-feira (27), mas somente em meio pregão. Da mesma forma, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) também reporta seu novo boletim semanal de vendas para exportação amanhã. 

Fonte: Notícias Agrícolas

 

25/11/2020 “Dólar cai e ameaça suporte de R$ 5,30 antes de ata do Fed nesta 4a.-feira”

O dólar acelerou as perdas ante o real durante a tarde desta quarta-feira, flertando com o suporte psicológico de 5,30 reais num dia de ampla fraqueza da divisa norte-americana, que no exterior operava nas mínimas em quase três meses antes da divulgação da ata do Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos.

Às 15h21, o dólar à vista caía 1,22%, 5,3105 reais na venda, depois de descer a 5,3052 reais há pouco, queda de 1,32%.

Na máxima, alcançada logo após a abertura dos negócios, a cotação subiu 0,37%, para 5,396 reais.

O real liderava os ganhos nos mercados globais, mas era seguido de perto peso chileno (+1,2%), lira turca (+1%) e coroa norueguesa (+0,9%), divisas que também se beneficiam de perspectiva de farta liquidez no mundo.

O mercado aguarda para as 16h (de Brasília) a divulgação pelo Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos) da ata de sua última reunião de política monetária.

O Fed vem defendendo a manutenção de recursos para financiar suas ferramentas de apoio à economia, especialmente depois de o Tesouro dos EUA anunciar o encerramento de alguns dos principais programas no fim deste ano.

Apesar disso, o mercado vem reagindo com venda de dólar à possível indicação da ex-chair do Federal Reserve Janet Yellen para o comando do Tesouro dos EUA. O entendimento é que a dupla Yellen/Powell –Jerome Powell, atual chair do Fed– poderia promover uma coordenação sem precedentes entre as políticas monetária e fiscal a fim de garantir a recuperação econômica dos EUA da crise da Covid-19.

Fonte: Notícias Agrícolas